O Ceará quer o apoio do governo federal para a instalação de um data
center no Estado. A proposta foi feita ontem pelo titular da Secretaria
de Planejamento e Gestão do Estado (Seplag), Eduardo Diogo, ao
secretário Nacional de Comércio e Serviço do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, Humberto Luiz Ribeiro,
durante visita ao órgão para apresentar, em primeira mão, o Plano Brasil
Maior: Inovar para Competir. Competir para Crescer.
O Programa
será lançado nacionalmente hoje, pela presidenta Dilma Rousseff, com a
instalação dos 19 Conselhos de Competitividade definidos no Plano Brasil
Maior.
Para Diogo, com o apoio do governo federal, será possível
expandir a troca de dados entre Fortaleza e o resto do Estado. "As
fibras já chegam na Praia do Futuro. A ideia é que possamos fazer troca
de dados aqui no Ceará. Se a gente conseguir que a Telebrás nos apoie
nisso, será mais uma conquista do governador e da sociedade cearense",
reforçou. Além de solicitar apoio para investimentos em inovação, o
secretário de Planejamento pediu também o compromisso federal para a
formação de mão de obra voltada às demandas do Complexo Industrial e
Portuário do Pecém (Cipp).
O secretário do MDIC se mostrou
sensibilizado com os pleitos da Seplag, mas não entrou em detalhes sobre
a atuação do Plano nos estados, "para não esvaziar o pronunciamento
oficial a ser feito por Dilma Rousseff". Ele sinalizou, porém, que
demandas como o data center, a capacitação no Porto do Pecém,
investimentos no turismo, entre outras vocações do Estado do Ceará,
fazem parte da pauta nacional do Plano. "A orientação do ministro
Pimentel é que a gente tenha cada vez mais fortalecido esse pacto
federativo, fazendo a sinergia entre estados, municípios e o governo
Federal".
Aplicação
No contexto da
aplicação do Plano Brasil Maior nos estados, ele lembrou que o Ceará é o
primeiro a ser visitado no País. Nesse primeiro momento, o secretário
afirma que o objetivo é conhecer as vocações, potencialidades e demandas
dos estados para posteriormente definir quais as áreas a serem apoiadas
pelo governo federal.
Humberto Ribeiro adiantou que a
competitividade dos pequenos negócios é uma das prioridades do Plano,
que também tem prioridades setoriais como call centers e tecnologia da
informação. "Os call centers são grandes geradores de emprego.
Principalmente de primeiro emprego, e têm um forte papel educacional,
podendo representar para os jovens uma excelente oportunidade de
alavancar a carreira", defende o secretário.
ZPE com serviços
Outra
pauta presente no Plano do governo federal é a transformação do modelo
brasileiro de Zona de Processamento de Exportação (ZPE). "Estamos com
uma discussão em andamento que é a transferência do modelo de ZPE
tipicamente industrial para também incorporar o setor de serviços".
Segundo ele, nos EUA, 39% das ZPEs já englobam serviços. Outro exemplo é
Montevidéu, que já possui quatro ZPEs 100% voltada aos serviços. "O
modelo da ZPE de serviço é mais um instrumento para a competitividade
econômica", afirma.
Burocracia
Durante no
encontro, o secretário do Mdic convidou o secretário Eduardo Diogo a
participar da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da
Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), que objetiva facilitar a
abertura e o fechamento de empresas no País.
Fonte: Diario do Nordeste
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